
Honda lança a primeira moto flex do mundo
Sem reservatório de partida a frio, CG 150 Titan Mix custa
a partir de R$ 6.340
A Honda lança nesta quarta (11), em Manaus (AM), a primeira
motocicleta flex produzida em série no mundo. Será
a CG 150 Titan Mix, que pode ser abastecida com álcool,
gasolina ou a mistura dos dois combustíveis, em qualquer
proporção.
Desenvolvida
por engenheiros da Honda, em um trabalho que envolveu o Centro
de Pesquisa e Desenvolvimento do Japão, o modelo foi projetado
especialmente para o Brasil, tendo como base a já conhecida
CG 150 Titan. Para escolher o modelo que viraria flex, a Honda
realizou pesquisas com consumidores. Descobriu que a maioria dos
que já têm essa moto compraria uma versão
bicombustível.
Durante
o desenvolvimento, no entanto, a marca optou por não adotar
pelo reservatório de partida a frio, o famoso tanquinho
que existe nos carros, que permite ao motor pegar nos dias de
temperatura mais baixa. Sendo assim, a Titan Mix necessita, nos
dias em que a temperatura ambiente estiver abaixo dos 15ºC,
de pelo menos 20% de gasolina no tanque. É dessa recomendação
que foi inspirado o nome "Mix".

A
nova Honda CG 150 Titan Mix, primeira flex fabricada em série
De
resto as diferenças são muito próximas às
dos carros flex: o uso de gasolina permite um funcionamento mais
linear do motor, com autonomia maior, enquanto o álcool
proporciona um aumento de potência, mas perde em autonomia.
Com gasolina, a potência é de 14,2 cv (cavalos),
com torque (força) de 1,32 kgfm; abastecida com álcool,
esses valores sobem para 14,3 cv e 1,45 kgfm. O motor é
OHC, quatro tempos, de 149,2 cm³ de cilindrada. Como nos
automóveis, o reconhecimento do combustível é
feito por um ECM (Engine Control Module, ou módulo de controle
do motor), que define o programa de funcionamento.

Para
adaptar a moto ao uso do álcool, houve várias modificações
mecânicas: o bocal interno do tanque agora tem uma tela
antichamas, para evitar a propagação de fogo de
fora para dentro do tanque, o bico injetor permite maior vazão,
enquanto o filtro de combustível secundário traz
maior capacidade de retenção de sujeiras e evita
o entupimento precoce da bomba, o gerador foi adequado para atender
ao maior esforço provocado pela partida a frio, o tratamento
interno do tanque e o potenciômetro do marcador de combustível
foram alterados para funcionamento com álcool e, por fim,
a bomba de combustível ganhou um tratamento interno para
suportar o uso do álcool.
A
nova motocicleta chega ao mercado em três versões:
KS (com partida a pedal), por R$ 6.340, ES (partida elétrica),
por R$ 6.890, e ESD (partida elétrica e freio dianteiro
a disco com cáliper de dois pistões), por R$ 7.290.
Há quatro opções de cor: preto, vermelho,
prata metálica e azul metálica. A Honda espera comercializar
164 mil unidades neste ano.
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