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Quando
se fala em importados do México, qual é a primeira
coisa que vêm à cabeça? Se não é
o Chaves ou o Chapolim, provavelmente são as novelas. Para
quem pensa que só disso sobrevive o comércio entre
Brasil e México, saiba que, do jeito que as coisas caminham,
é grande a chance de você comprar um automóvel
produzido na terra do Taco e do Chili. E isso é bom sinal.
Muitos
dos modelos produzidos por lá têm chegado às
terras brasileiras a preços de fazer inveja a carros genuinamente
nacionais. O maior exemplo é o Ford Fusion. Mesmo com todos
os custos de trazê-lo de lá, o sedã da Ford
faz frente ao concorrente Chevrolet Vectra. Ambos são vendidos
pela média de R$ 80 000.
A
razão disso é um acordo feito entre os dois países
em 2002 que previa alíquotas de importação
decrescentes até a isenção total, a partir
de 2007. Este ano, a taxa é de apenas 1,1%, ou seja, os
carros mexicanos chegam quase com o preço original.
A
diferença em tudo isso é que os carros feitos lá
são voltados para os americanos, ou seja, modelos grandes
e mais caros. Até hoje, nós nos demos melhor no
acordo porque exportamos vários compactos para o México,
que não tem espaço para produzi-los.
Só
recentemente as montadoras começaram a aproveitar as vantagens
de importar veículos do México para suprir nosso
mercado. Hoje são sete modelos e a tendência é
que isso aumente gradualmente – o VW Jetta está prestes
a desembarcar e a Chevrolet pensa em importar o utilitário
Avalanche no ano que vem. Confira os modelos disponíveis
e como seus preços caíram com o tempo.
Chrysler
PT Cruiser
O
famoso retro ainda hoje chama a atenção por onde
passa. Mas tinha preço proibitivo há alguns anos.
Importado com motores 2.4 e 2.0, este último ficou cerca
de 21% mais barato e agora sai por R$ 75 000.
Dodge
Ram
A
gigante picape deixou de ser vendida no Brasil por um bom tempo,
mesmo tendo um público cativo. Há um ano ela era
importada apenas em uma versão e custava R$ 150 000. Agora
a versão RC 2500 tem preço sugerido de 105 000,
uma queda de 30%.
Ford
Fusion
Ele
é a estrela mexicana, e não estamos falando da atriz
Salma Hayek. O sedã Fusion desembarcou no país no
1º semestre trazendo na bagagem requinte, equipamentos e
um preço de fazer inveja: R$ 79 990. Ele substituiu o menor
e mais simples Mondeo, que há 12 meses saía por
R$ 109 450.
Honda
Accord
A
Honda foi a primeira montadora a aproveitar a alíquota
baixa. No começo do ano, a montadora reduziu o preço
do sedã Accord 2.0 de R$ 98 500 para R$ 84 500. Hoje o
valor subiu um pouco (R$ 86 190), mas ainda assim, uma imensa
economia.
Nissan
Sentra
Mal
notado nas ruas, o sedã Sentra, da Nissan, ao menos não
custa tanto – R$ 59 131 na única versão disponível,
GXE. Se não empolga hoje, a coisa deverá mudar com
a chegada da nova geração, essa sim, com força
para incomodar seus rivais nacionais.
Volkswagen
Bora
O
Bora já é importado do México há anos,
mas também não viveu grandes momentos no país.
No início, a alíquota era alta e ele chegava com
preço muito alto se comparado ao seu irmão hatch,
o Golf. Este ano, ao contrário, o preço continua
em R$ 56 907 (na versão manual) e as vendas melhoraram
um pouco. Nos próximos meses chega ao mercado o Jetta,
a nova geração do Bora que conviverá com
este último por algum tempo.
Volkswagen
New Beetle
Tal
como o PT Cruiser, o New Beetle é uma atração
nas ruas. Só que, mesmo usando a base do Golf, o modelo
tinha preço proibitivo. Quando foi lançado, custava
US$ 27 881, algo como R$ 52 000. O detalhe é que com esse
valor era possível comprar uma perua Passat Variant (que
hoje custa mais de R$ 130 000). Atualmente, o New Beetle tem um
preço mais coerente (R$ 56 000), suficiente para se encaixar
no sonho de muito mais pessoas.
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