Logo
ao entrar no apartamento, a visão que se tem é
da reunião de gavetas proposta por Tejo Remy, uma
das primeiras e mais emblemáticas peças
da marca holandesa Droog. Ao centro, a luminária
Milk Bottle, do mesmo autor, faz alusão às
garrafas de leite e é comercializada pela Droog.
À dir., uma pintura suave de ramos e flores atrai
a atenção
para a cadeira simples, quase campestre |
Saiba
como aliar humor ao Design
Se
fossem simplesmente corretas, as peças de design espalhadas
por este apartamento em Amsterdã, na Holanda, comporiam
um showroom - não uma casa real. O humor que elas carregam
faz do lar da designer Renny Ramakers, fundadora da marca Droog,
um lugar verdadeiro, elegante e inusitado
A janela do loft exibe a vista da cidade holandesa
À primeira vista, a reação instintiva a
esse apartamento cinza e branco, espaçoso e contemporâneo
em Amsterdã, na Holanda, talvez fosse algo do tipo: 'Elegante,
sim, porém um tanto frio'. Contudo, à medida que
examinamos mais atentamente os detalhes, descobrimos um nível
de humor fascinante por trás da simplicidade exterior:
uma toalha de mesa preto-e-branca em cuja estampa se vê
o que sobrou de um jantar, garrafas de leite que fazem as vezes
de luminárias e assim por diante. Explica-se: trata-se
da casa da pioneira do design dinamarquês Renny Ramakers,
que em 1993 fundou a Droog, uma cooperativa revolucionária
de design.
A
história da empresa é a seguinte: na época
em que surgiu, o design reagia ao estilo decorativo recatado
dos anos 1980, recorrendo a elementos básicos de formas
e ideias simples. Como editora-chefe da revista de design Industriel
Ontwerpen, Ramakers estava interessada em seguir nessa direção,
mas queria ao mesmo tempo marcar posição em relação
ao design. Ela se uniu a Gijs Bakker, designer de produto, que
pedia aos jovens artistas obras mais provocativas, que estivessem
em sintonia com a época e que fossem ao mesmo tempo despojadas,
de linhas persuasivas e funcionais. Decidiram então batizar
a iniciativa com o nome Droog pelo duplo sentido da palavra,
em dinamarquês: 'seco', isto é, 'básico'
ou 'direto ao ponto', mas também 'humor seco'. As peças
deveriam, sobretudo, ter algo de inusitado.
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Vigas
de metal pintado de prata, sustentadas por pilar
torneado semelhante aos vistos em antigas estações
de trem, marcam os ambientes de estar e jantar do
loft predominantemente branco. Poltrona White Arm,
da Flexform. Luminária Arco, de Achille Castiglioni
para a Flos,
à venda na loja Dominici |
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No
estar, o sofá junto à parede é
da Driade, por Philippe Starck. O outro sofá
é da Flexform. Já a mesa de centro,
de vidro, está sobre tapete que anima o ambiente.
A área entre as janelas é destinada
à estranheza do móvel híbrido
- mesa e cadeira juntas -, assinado por
Jurgen Bey para a Droog |
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No
estar, o sofá junto à parede é
da Driade, por Philippe Starck. O outro sofá
é da Flexform. Já a mesa de centro,
de vidro, está sobre tapete que anima o ambiente.
A área entre as janelas é destinada
à estranheza do móvel híbrido
- mesa e cadeira juntas -, assinado por
Jurgen Bey para a Droog |
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| Parece
um fardo de roupas, mas é uma poltrona, a
Rag Chair - ou Poltrona de Trapos. Criação
de Tejo Remy para a Droog, é formada por
vestuário fora de uso e amarrada com tiras
metálicas. Sobre a lareira, bowl de plástico
que imita cerâmica, de Bas Warmoeskerken |
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A
estante aproveita a altura do pé-direito
e pode ser acessada por quem percorre a passarela.
Sobre o piso de madeira clareada, pontos quentes
de cor: no sofá de couro vintage e na poltrona
italiana revestida de feltro laranja. Pendendo sobre
o ambiente como se fosse um buquê de flores,
luminária 85 Lamps, de Rody Graumans para
a Droog |
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| Nada
melhor para amenizar o visual do inverno europeu
do que uma dose de verde. Este vem sob a forma de
um guarda-sol rendado, de apelo botânico,
chamado Shadylace. Da Droog, por Chris Kabel |
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