Buganvile
(ou primavera, ou bugainville, ou bugainvillea)
De origem brasileira, a primavera
(Bougainvillea spectabilis, Bougainvillea glabra) - também
conhecida como buganvília, ceboleiro, três-marias ou flor-de-papel
- é uma espécie rústica, que exige poucos cuidados. Seu nome
foi dado em homenagem ao francês Louis Antoine Bougainville,
que a descobriu em nosso país, por volta de 1790, e a levou
para a Europa, onde ela se tornou famosa e se difundiu para
o resto do mundo.
As
belas e coloridas "flores" da primavera não são exatamente
as flores da planta: são brácteas (folhas modificadas) que
envolvem as verdadeiras, e relativamente insignificantes,
flores amareladas. O conjunto resulta numa aparência exótica,
encontrada nas cores branca, rosa, vermelho intenso ou laranja.
Por ser uma espécie muito hibridada,
já se obteve brácteas com dezenas de formas e cores, inclusive
bicolores - e também a forma variegada. Quando adulto esse
arbusto escandente e espinhento pode atingir de 5 a 10 metros
de comprimento. A primavera é uma planta muito rústica, que
necessita de poucos cuidados e se adapta a diversos tipos
de clima; sendo, inclusive, bastante resistente a mudanças
bruscas de temperatura. É certo, porém, que os coloridos mais
vibrantes e intensos desta planta são encontrados em locais
de clima quente e úmido.
Reprodução,
cultivo, poda e adubação
Primaveras multiplicam-se por
alporquia ou por estacas de galhos lenhosos, com aproximadamente
20 cm. A primavera gosta de sol pleno, clima quente e úmido,
e suporta solos mais secos. As regas podem ser feitas aproximadamente
de 15 em 15 dias. A freqüência só deve ser aumentada nos primeiros
meses após o plantio ou em épocas muito quentes.
Sobre
a questão do sol pleno, é interessante lembrar que em seu
habitat natural, a primavera cresce encostada em grandes árvores
e utiliza-se dela como tutor. Isso acontece particularmente
com a Bougainvillea glabra, que emite brotações muito vigorosas
na vertical, até atingir o topo da árvore. Aí, então, abre-se
em copa e suas folhas e flores se confundem com as da própria
árvore que serviu de apoio.
Assim,
podemos pensar que é possível cultivar primaveras à meia-sombra,
desde que haja condições da parte aérea receber raios solares
diretos.
Recomenda-se fazer uma poda de
limpeza periodicamente, removendo galhos secos e doentes,
para favorecer o bom desenvolvimento da primavera e estimular
sua floração constante. Após a poda é aconselhável realizar
uma boa adubação, usando adubos orgânicos ricos em Fósforo
(P). Em geral, as primaveras devem ser adubadas preferencialmente
com material orgânico (esterco bem curtido, torta de mamona
ou farinha de ossos). No caso de optar pelo adubo químico,
a recomendação é aplicar uma formulação NPK 10-20-15 ou aproximada,
com predominância do P (Fósforo) da fórmula.
Apesar
de rústica, a primavera pode ser atacada por lagartas (que
devem ser eliminadas pela catação manual) e doenças fúngicas.
Se o problema for muito grave, indica-se borrifar a planta
com um bom fungicida, tomando sempre o cuidado de não encharcar
o seu solo, para evitar o acúmulo de umidade.
Primaveras
em vaso: É possível cultivar a primavera em vaso, desde que
sejam observados alguns cuidados essenciais:
»
Preparar o solo para o plantio com uma parte de terra comum
de jardim, uma parte de terra vegetal e duas partes de areia,
para facilitar a oxigenação, impedindo que o substrato fique
muito compacto.
» Colocar o vaso em
local ensolarado. Para florescer, a primavera precisa de pelo
menos quatro horas diárias de sol.
»
Regar pela manhã ou à tarde, quando os raios solares não estão
intensos.
»
Fazer adubações periódicas, usando adubos orgânicos ricos
em Fósforo (P).
VEJA
ALGUMAS FORMAS DE PLANTIO:
Trepadeira
Bonsai
Em vasos
Carramanchão |