| ROMANTISMO
E PÓS-ROMANTISMO
Os
compositores clássicos tinham por objetivo atingir
o equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade.
Os românticos vieram desequilibrar tudo. Eles buscavam
maior liberdade de forma, a expressão mais intensa
e vigorosa das emoções, freqüentemente
revelando seus pensamentos mais profundos, inclusive suas
dores. Muitos compositores românticos eram ávidos
leitores e tinham grande interesse pelas outras artes,
relacionando-se estreitamente com escritores e pintores.
Não raro uma composição romântica
tinha como fonte de inspiração um quadro
visto ou um livro lido pelo compositor.Dentre as muitas
idéias que exerceram enorme fascínio sobre
os compositores românticos temos: terras exóticas
e o passado distante, os sonhos, a noite e o luar, os
rios, os lagos e as florestas, as tristezas do amor, lendas
e contos de fadas, mistério, a magia e o sobrenatural.
As melodias tornam-se apaixonadas, semelhantes à
canção. As harmonias tornam-se mais ricas,
com maior emprego de dissonâncias.De um lado temos
os compositores melancólicos, normalmente com a
saúde debilitada ou que enfrentam problemas financeiros
ou amorosos, característica do período romântico.
Mas por outro lado temos as aberturas de Rossini, Suppé,
Adam e as valsas dos Strauss, que são de alegria
contagiante.Durante o Romantismo houve um rico florescimento
da canção, principalmente do lied (‘canção’
em alemão) para piano e canto. O primeiro grande
compositor de lieder (plural de lied) foi Schubert.As
óperas mais famosas hoje em dia são as românticas.
Os grandes compositores de óperas do Romantismo
foram os italianos Verdi e Rossini e na Alemanha, Wagner.
No Brasil, destaca-se Carlos Gomes com suas óperas
O guarani, Fosca, O Escravo, etc.A orquestra cresceu não
só em tamanho, mas como em abrangência. A
seção dos metais ganhou maior importância.
Na seção de instrumentos de sopro adicionou-se
o flautim, o clarone, o corne inglês e o contrafagote.
Os instrumentos de percussão ficaram mais variados.O
concerto romântico usava grandes orquestras. E os
compositores, agora sob o desafio da habilidade técnica
dos virtuoses, tornavam a parte do solo cada vez mais
difíceis.Até a metade do século XIX,
toda a música fora dominada pelas influências
alemãs. Foi quando compositores de outros países,
principalmente os russos, passaram a ter a necessidade
de criar a sua música. Inspiravam-se nas músicas
folclóricas e lendas de seus próprios países.
É o chamado Nacionalismo Musical. Podemos citar
os exemplos de Grieg (Noruega), Borodin, Balakirev, Mussorgsky,
Rimski-Korsakov (Rússia), Dvorak e Smetana (Rep.
Tcheca).No século XIX o piano passou por diversos
melhoramentos. Quase todos os compositores românticos
escreveram para o piano, mas os mais importantes foram:
Chopin, Schumann, Liszt e Brahms. Embora em meio às
obras destes compositores se encontrem sonatas, a preferência
era para peças curtas e de forma mais livre.Havia
uma grande variedade, entre elas as danças como
as valsas, as polonesas e as mazurcas , peças breves
como o romance, o prelúdio, o noturno, a balada
e o improviso. Outro tipo de composição
foi o estudo, cujo objetivo era o aprimoramento técnico
do instrumentista. Com efeito, durante esta época
houve um grande avanço nesse sentido, favorecendo
a figura do Virtuose : músico de concerto, dotado
de uma extraordinária técnica. Virtuoses
como o violinista Paganini e o pianista Liszt eram admirados
por platéias assombradas.Principais compositores:
Beethoven, Schubert, Chopin, Schumann, Mendelssohn, etc.
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